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27 fev

Conexão Dourados-Propulsão: espaço formativo inter-equipes por propulsao // Post salvo em Eventos, Notícias

Na manhã de sexta (23/02) fomos à DEAS (Diretoria Executiva de Ação Social) na PUC.

Realizamos uma troca de experiência entre duas unidades da Rede Marista de Solidariedade, com o Educador James Kava e Diretor do CSM Propulsão, Henrique Brojato, em Curitiba, com o Ramiro de Lima e a Cristiane Girelli do CSM Dourados, em Dourados-MS, além de toda a equipe que estavam reunidos na unidade.

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Em 2017 o Coordenador Pedagógico Ramiro de Dourados visitou o Propulsão, nesse encontro conversamos sobre diversas questões, entre elas o uso de drogas na infância e adolescência.

Marcamos desde lá, uma conversa formalizada sobre as demandas que surgiram em torno do manejo e conversa sobre esse assunto. O que está acontecendo agora!

O diretor do Propulsão, Henrique Brojato iniciou a conversa balizando os eixos institucionais e a Missão Marista com a prática das atividades desenvolvidas na unidade.

Em 2015 em plena discussão sobre a Redução da Maioridade Penal, o Grupo Marista publica o encarte Ciência e Fé com o título “Redução da Maioridade Penal: Porque somos contra!”, enfatizando a defesa irredutível dos direitos da criança e o adolescentes, que estavam sendo ameaçados por retrocessos avassaladores.

O alinhamento e aproximação do discurso com a prática é a melhor ferramenta para fundamentar os esforços em concretizar a ação. O encarte Ciência e Fé, traz a posição da Rede Marista de Solidariedade, que realça os aspectos do assunto:

Para que consigamos transformar o atual cenário sociopolítico do Brasil, faz-se necessário que as grandes mídias sejam democratizadas e não sirvam de instrumento do capital para a alienação do povo; é preciso que nossas escolas contribuam para a formação de consciência, e não para aformação de mão de obra. A polícia precisa ser, o mais breve possível, desmilitarizada para que deixe de cometer atrocidades, como no caso do menino Eduardo de Jesus Ferreira, morto este ano no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro.Precisamos lutar por um Estado Laico de verdade, pela demarcação de terras indígenas e por uma urgente e necessária reforma no Sistema Político de nosso país.

(Ciência e Fé, V1, 2015)

 

A segunda parte da conversa foi organizada pela fala do Educador James Kava que trouxe algumas questões voltadas à aplicação da proposta da oficina. Iniciou-se com uma breve apresentação da oficina, em seu formato instrumental: tema gerador, autonomia e autogestão, sistematização e aplicação do conhecimento. De caráter semi-estruturado e expositivo-dialogado a oficina apresenta informações qualificadas sobre diversas substâncias de uso prescrito e proscrito.

O uso de drogas na infância e adolescência é um fator de risco que pode acarretar diversos problemas de ondem individual e coletiva, conversar com o intuito de acolher e sistematizar as questões que os jovens trazem, é a melhor maneira de desenvolvermos uma conversa sincera e qualificada sobre o assunto.

Diversos autores apontam que a abordagem tradicional (proibicionista) tem se demonstrado ineficaz na prevenção ao uso abusivo de álcool e outras drogas, principalmente por jovens. A prevenção entendida como “manutenção da abstinência absoluta” é uma utópica vontade de proteger  um jovem que começa a descobrir o mundo nessa idade.

Ou seja, mesmo que seja dito sobre os riscos, ainda sim a vontade do novo será soberana. No entanto outra abordagem se mostra profícua para tratar o assunto, que é a Educação para Autonomia.

De cunho freiriano, essa abordagem assume que o jovem é protagonista da sua autonomia, em decidir alguns aspectos da sua vida, como se vestir, o que ouvir, o que fazer e o que não fazer. Autonomia significa ser dono da própria vontade de ação. Informar com o máximo de cautela os riscos e benefícios de algo é muito mais efetivo na proteção do que apenas dizer, não faça!

A Educação para Autonomia é o conceito guia a oficina “Conversando sobre Drogas” que acontece todas as semanas no CSM Propulsão e subsidia os adolescentes com informações sobre os mais diversos tipos de drogas, os riscos e benefícios associados ao uso, assim como estratégias de auto cuidado.

É claro que essa breve conversa trouxe apenas alguns poucos aspectos do desenvolvimento metodológico da proposta. No entanto ficou previamente combinado que as dúvidas da equipe de Dourados, fosse mandada via e-mail para posterior resposta à inquietação.

No mais, foi um encontro harmonioso com uma boa conexão da rede, evitando maiores problemas, de transmissão e delay na comunicação.

O CSM Propulsão agradece a oportunidade de compartilhar as experiências acumuladas sobre a temática assim como o interesse de todos em participar desse momento.

Texto: Ed. James Kava